Comunicado do Grupo de Professores Mottola aos alunos, pais e comunidade:

A pandemia não termina pela nossa vontade de retornar às aulas presenciais, vontade que é de todos. O normal que tínhamos até o início de março não é possível. Já se passaram vinte e oito semanas em que os professores tiveram de transpor suas aulas para o meio virtual, com todas as dificuldades que isso significou, mas obtivemos êxito na manutenção da qualidade do trabalho. Nossos alunos, bravamente, se adaptaram, criaram uma nova forma de estudar, encontraram uma rotina própria para o momento. 

Agora, escolas estão sendo, aos poucos, autorizadas a retornar. Elas lidam com uma outra realidade, pois devem cumprir dias letivos, emitir certificados de conclusão, são responsáveis até pela socialização dos alunos, pelos pais que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. No entendimento de algumas escolas, vale a pena correr os riscos de contaminação, porque o prejuízo do ano letivo é evidente.

Não é essa a nossa situação. Falta um pouco mais de um mês para encerrarmos os cursos regulares, antes do início do Revisão. Os vestibulares estão próximos. Não podemos correr o risco de que algum aluno seja contaminado e venha a perder o vestibular, não podemos aceitar que, por poucas aulas, eles venham a ficar doentes, com chances de ampliação para as famílias. Não podemos, na reta final, ver algum professor impedido de seguir seu trabalho, até por se tratar de um curso em que o aluno escolhe seus professores, que se tornam insubstituíveis durante o ano. E mais: como as autoridades exigem a redução do número de alunos em sala, um rodízio, cada aluno conseguiria assistir a uma ou duas aulas presenciais até o término. Não é hora de correr riscos, nem de alterar as rotinas de todos.

Em função do exposto, o Grupo de Professores Mottola decide que seguirá com o Ensino Remoto Emergencial exclusivamente. Nenhuma das dificuldades, já bastante minimizadas pelo nosso trabalho, pode ser colocada acima da saúde dos alunos, professores e funcionários. Somente quando a pandemia terminar é que saberemos o tamanho real do problema. Até lá, preferimos a precaução à possível negligência.

Contando com a compreensão de todos, colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.